Ultimamente, perguntas sem respostas adornam meu cérebro transtornado por malícia e insanidade. Me questiono sobre o futuro do ser humano, e nunca chego a uma conclusão, nem mesmo perto de alguma. Amores platônicos, rancores recíprocos, ódio mútuo, padres punheteiros, enfim, uma porção de cartas fora do baralho. Será mesmo o Apocalipse? Os quatro cavaleiros estão mesmo descendo entre as nuvens? Os selos estão mesmo se abrindo? Não, não pode ser. Parei de acreditar na Bíblia mais ou menos quando deixei de virar madrugadas de sábado assistindo pornografia.
Se não estamos vivendo o Apocalipse o que podemos tomar como resposta para o buraco tomado por bosta em que estamos se enfiando? Não sei, mas às vezes acho que o homem só não come merda porque não vem embalada.
Não me tomem como puritano, seria uma ofensa. Não quero ver a humanidade em paz e colhendo flores antes do café da manhã. Não teria graça alguma viver cercado de pessoas felizes fazendo sexo por amor. Só quero entender a mente fétida do homem. Quero entender a minha mente fétida. Sei que nunca vou conseguir isso, mas essas perguntas me inquietam, fazem com que eu me debruce sobre uma mesa de bar e vomite até cair sem forças para me levantar.
Queria escrever um livro sobre qualquer coisa, mas não sou bom o suficiente nem para uma marginália. Queria produzir um filme sobre prostitutas do leste europeu, mas não tenho dinheiro nem pra comê-las, quem dirá filmá-las. Queria ter uma banda e compor músicas satânicas para tocar em quermesses, mas meus pais, cristãos, me excomungariam. Enfim, queria algo arrebatador, que fosse capaz de me tirar deste mundo de dúvidas devassas. Enquanto não acho minha cura, continuo distraindo minha mente com pensamentos voluptuosos e carnais. Quem sabe foder uma freira seja a solução? Sempre quis fazer isso, mas o mais perto que cheguei foi uma coroinha. Saudades daquele confessionário.
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